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Grupo de 17 venezuelanos é resgatado pela PRF em cidade do Acre

Venezuelanos comemoram resgates após terremoto Um grupo de 17 imigrantes venezuelanos foi localizado às margens da BR-364 no município de Acrelândia, interi...

Grupo de 17 venezuelanos é resgatado pela PRF em cidade do Acre
Grupo de 17 venezuelanos é resgatado pela PRF em cidade do Acre (Foto: Reprodução)

Venezuelanos comemoram resgates após terremoto Um grupo de 17 imigrantes venezuelanos foi localizado às margens da BR-364 no município de Acrelândia, interior do Acre, nessa terça-feira (23). Equipes da Polícia Rodoviária do Acre e de Rondônia atuaram no resgate dos refugiados. Não há informações de onde o grupo vinha. A PRF-AC informou que os imigrantes seguiam para São Paulo. Nessa quarta (24), dois terremotos que atingiram a Venezuela, provocaram desabamentos, deixaram mortos e feridos e foram sentidos em cidades do Norte do Brasil. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Durante o atendimento ao refugiados, a polícia identificou que dois precisavam de atendimento de saúde e ambos receberam a assistência necessária. Além disso, um recém-nascido de dois meses também estava com o grupo. Grupo de 17 migrantes venezuelanos é acolhido em cidade do Acre Arquivo/PRF O acolhimento e assistência foram feitos por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Acre e de Rondônia, em parceria com Escritório de Direitos Humanos (ERDH), Organismos Internacionais e outras instituições. Os imigrantes foram encaminhados a Porto Velho, capital de Rondônia, onde receberam acolhimento institucional, assistência social e atendimento médico. Eles também receberam doação de alimentos das equipes da PRF. LEIA MAIS: Com mais de 100 refugiados em abrigos, governo tem 45 dias para apresentar plano de atendimento Com 828 pedidos de refúgio em 2025, Acre segue como porta de entrada de imigrantes no país Três municípios do AC vão receber mais de R$ 3 milhões para acolhimento de imigrantes e refugiados Venezuela busca vítimas soterradas de terremoto que já matou 164; VÍDEO mostra comemoração com resgates Rota de imigração, Acre debate avanços e histórico do fluxo migratório Porta de entrada Desde 2010, o Acre passou a receber milhares de haitianos que fugiam dos impactos do terremoto que devastou o país. Conforme o Relatório de Monitoramento da Agência Brasileira de Inteligência, o estado acreano funciona como porta de entrada para pessoas que buscam trabalho e em 2025, por exemplo, registrou 828 pedidos de refúgio. O acesso desses imigrantes é feito, principalmente, por Brasiléia e Assis Brasil, cidades do interior do Acre e na região de fronteira. A região Norte é historicamente um importante corredor e polo de migração, porém a dinâmica mudou. No passado, a região atraía muitos nordestinos e sulistas. Hoje, o maior fluxo é de imigrantes internacionais, especialmente os venezuelanos. Plano de acolhimento Com mais de 100 refugiados instalados nos abrigos no Acre, o Ministério Público Estadual (MP-AC) recomendou que o governo e a Prefeitura de Rio Branco instituam uma política pública permanente voltada ao atendimento de migrantes, refugiados, apátridas e solicitantes de refúgio. Os gestores têm 45 dias para apresentar um plano. A recomendação foi enviada após o órgão identificar falhas como superlotação e alta rotatividade na Casa de Acolhimento para Migrantes em Rio Branco. Em 2025, Acre recebeu 828 pedidos de refúgio, segundo o Relatório de Monitoramento da Agência Brasileira de Inteligência Yuri Marcel/G1 A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Sasdh) informou que ainda não recebeu a recomendação e que vai seguir a política com o abrigo 24 horas. Já a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasdh) afirmou que não foi comunicada oficialmente. Conforme dados do governo, atualmente nos abrigos há mais de 100 refugiados nas seguintes cidades: Rio Branco: 58 Epitaciolândia - 50 Assis Brasil - 42 Conforme o documento, a necessidade da medida se deve após identificação de desafios persistentes enfrentados pela Casa de Acolhimento como superlotação, regularização documental e integração dos serviços públicos. De acordo com o texto, o estado acreano se consolidou historicamente como uma das principais portas de entrada de migrantes no país, assumindo uma posição estratégica na rota amazônica de migração internacional. A recomendação estabelece o prazo máximo de 45 dias para que tanto o Estado como o município de Rio Branco promovam a institucionalização da política pública por meio da elaboração de um Plano Integrado de Migração e Acolhimento. Reveja os telejornais do Acre